Santiago Giménez é oficialmente jogador do FC Porto. O avançado mexicano chega do Milan por empréstimo até 30 de junho de 2027, mas o acordo foi construído para poder transformar a cedência numa transferência definitiva de 18 milhões de euros se o jogador atingir determinados objetivos desportivos.
O negócio inclui ainda até dois milhões de euros em remuneração variável.
A opção de compra diz respeito à totalidade dos direitos económicos e de inscrição desportiva do avançado e poderá converter-se em obrigação através de metas relacionadas com tempo de utilização e golos marcados. Se a transferência definitiva se concretizar, Giménez assinará até 2031.
Os dois milhões adicionais estão associados à utilização do mexicano e ao apuramento portista para a Liga dos Campeões durante a duração do futuro contrato.
O Milan conservará ainda 10 por cento de uma eventual transferência posterior do jogador.
A operação não contou com intermediários e o FC Porto assume também os encargos relativos ao mecanismo de solidariedade devido a clubes anteriores.
Giménez chega aos 25 anos depois de uma passagem pelo Milan abaixo das expectativas criadas pelo rendimento alcançado no Feyenoord.
O próprio jogador não tentou contornar esse passado.
«No AC Milan não estive ao nível que gostaria», reconheceu nas primeiras declarações de azul e branco, apresentando o FC Porto como uma oportunidade para juntar a experiência acumulada no México, Países Baixos e Itália e recuperar a versão goleadora que o projetou na Europa.
A decisão de vir para o Dragão, garante, foi imediata.
Giménez falou com antigos colegas ligados ao FC Porto, entre eles Eustáquio, Miguel Layún, Jorge Sánchez, Héctor Herrera, Igor Lichnovsky e Inbeom Hwang. Também conversou diretamente com Francesco Farioli, que lhe transmitiu a intenção de o integrar e a importância do espírito coletivo do atual grupo.
«Quando me ligaram do FC Porto, não pensei duas vezes.»
O mexicano define-se de forma igualmente direta: velocidade, potência, procura das costas da defesa e, acima de tudo, golo.
É essa última característica que determinará também o futuro financeiro da operação.
Quanto mais jogar e marcar, mais provável será que aquilo que começou como empréstimo termine numa contratação até 2031.















