Rafa Silva e Gianluca Prestianni não são os jogadores mais altos do Benfica. Neste início de temporada estão, porém, entre aqueles que mais fizeram crescer a equipa.
Marco Silva encontrou nos dois extremos uma combinação de aceleração, mobilidade e agressividade ofensiva que tem ajudado a explicar os 25 golos marcados pelas águias nos primeiros sete jogos oficiais.
Rafa soma quatro golos e duas assistências.
Aos 33 anos, regressou esta época com outra preparação física depois de uma primeira fase difícil no retorno ao Benfica. A pré-temporada permitiu-lhe recuperar ritmo e o treinador utilizou-o como titular em seis dos sete encontros oficiais.
Marcou frente a St. Gallen, Hearts, Casa Pia e Aarhus e já atingiu os 350 jogos de águia ao peito.
Prestianni oferece uma energia diferente.
Tem 20 anos, mede 1,66 metros e soma três golos em cinco jogos, além de uma assistência. Marco Silva não se limitou a dizer que o argentino atravessa um bom momento: classificou-o como estando em “grande forma” e destacou o coração e a intensidade que coloca no jogo.
É uma mudança importante no estatuto de um futebolista que chegou a ser apontado como possível saída durante o mercado.
O treinador viu nele características suficientemente diferentes para travar essa possibilidade e entregou-lhe minutos que Prestianni transformou em rendimento.
A consequência mede-se também pelo banco.
Schjelderup, Lukebakio e Kaminski têm encontrado menos espaço porque Rafa e Prestianni aproveitaram melhor o arranque da época.
À frente deles continua Pavlidis, já com dez golos e claramente destacado como principal finalizador.
Mas o Benfica deixou de depender apenas do ponta de lança para decidir.
Nas alas, dois jogadores de baixa estatura estão a dar à equipa aquilo que mais importa junto da baliza adversária: desequilíbrio e produção.















