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Nacional despede João Gião após quatro jornadas e aponta Custódio à sucessão

Derrota por 3-2 frente ao Estrela da Amadora precipitou a primeira mudança técnica da Liga. Madeirenses somam quatro pontos e visitam o Sporting no próximo sábado.

João Gião deixou de ser treinador do Nacional apenas quatro jornadas depois de iniciar a primeira experiência como técnico principal no principal escalão. A derrota caseira por 3-2 frente ao Estrela da Amadora precipitou a decisão de Rui Alves, com Custódio Castro a surgir como principal candidato à sucessão.

A mudança constitui a primeira saída de um treinador na Liga 2026/27.

Gião tinha chegado à Madeira neste verão depois de orientar o Sporting B e começou o campeonato com a intenção declarada de construir uma equipa capaz de dominar através da posse e de uma saída organizada desde trás.

O processo nunca encontrou estabilidade suficiente.

O Nacional soma quatro pontos em quatro jornadas, resultado de uma vitória por 2-0 frente ao Estoril e de um empate, acompanhados por duas derrotas. A fragilidade defensiva pesou na avaliação da direção e tornou-se especialmente evidente na receção ao Estrela.

Nesse encontro, os madeirenses chegaram cedo à vantagem, permitiram a reviravolta, ainda recuperaram o 2-2 e acabaram derrotados aos 83 minutos. O próprio Gião reconheceu depois que duas perdas de bola da sua equipa estiveram diretamente na origem de momentos decisivos.

Poucas horas depois, o projeto terminou.

Custódio Castro, de 43 anos, é a opção que ganha maior força para assumir o cargo. Está livre depois de orientar o Alverca na última temporada e tem também experiência anterior no SC Braga.

O calendário acelera a necessidade de uma decisão.

O Nacional desloca-se a Alvalade no próximo sábado para defrontar o Sporting e terá poucos dias para preparar um jogo já sob uma nova realidade técnica.

João Gião chegou para construir uma identidade.

Sai antes de completar o primeiro mês de campeonato.