Lionel Messi anunciou esta segunda-feira a retirada da seleção argentina e encerrou uma relação de 21 anos que começou com uma expulsão segundos depois da estreia e terminou na final de um Mundial. Aos 39 anos, sai como o jogador com mais internacionalizações e mais golos da história da Argentina: 207 jogos e 125 golos.
A decisão foi comunicada através das redes sociais, pouco mais de um mês depois da derrota diante de Espanha na final do Mundial de 2026.
«Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento», escreveu Messi.
O argentino explicou que sente ter esgotado aquilo que podia oferecer e apontou também à chegada de uma nova geração como uma das razões para sair.
A decisão já estava amadurecida depois do Mundial e ganhou peso adicional num período marcado pela morte do pai, Jorge Messi.
O percurso internacional atravessou dois períodos quase opostos.
Durante a primeira metade, Messi acumulou recordes individuais enquanto a Argentina acumulava derrotas em finais. Perdeu o Mundial de 2014 e chegou mesmo a anunciar uma retirada em 2016, depois de nova desilusão na Copa América.
Regressou.
E foi esse regresso que alterou a relação com a seleção.
A Copa América de 2021 terminou a longa espera por um grande título sénior. A Finalíssima de 2022 antecipou o Mundial conquistado no Qatar e a Argentina voltou a vencer a Copa América em 2024.
Em 2026, Messi ainda conduziu a equipa a outra final mundialista, perdida para Espanha.
Sai, assim, com um Mundial, duas Copas América e uma Finalíssima pela seleção principal, além do ouro olímpico de 2008 e do Mundial sub-20 de 2005.
Os números finais são monumentais, mas não contam a transformação essencial.
Durante anos, a carreira internacional de Messi era apresentada através daquilo que faltava ganhar.
Termina exatamente ao contrário.
A Argentina volta a ter de imaginar-se sem ele depois de um período em que ganhou quase tudo com ele.















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