O FC Porto precisou de 38 minutos para resolver a visita ao Académico de Viseu. Três oportunidades claras, três golos e uma primeira parte em que a equipa de Francesco Farioli juntou pressão, objetividade e eficácia permitiram construir o 3-0 que seria definitivo. Os dragões chegaram às quatro vitórias nas primeiras quatro jornadas da Liga e continuam sem sofrer golos.
O primeiro surgiu logo aos cinco minutos. A pressão portista empurrou o Académico para trás, Pablo Rosario cruzou da direita e André Silva apareceu na pequena área para finalizar. Os viseenses reclamaram uma falta de William Gomes sobre Gustavo Costa no início da jogada, mas o lance foi validado depois da intervenção do VAR.
A vantagem permitiu ao FC Porto jogar no cenário que procurava. A equipa da casa teve dificuldade em ligar a construção e em superar a pressão, enquanto os dragões conseguiram acelerar sempre que encontraram espaço.
A primeira contrariedade apareceu fora do marcador. Zaidu, que já revelava limitações físicas, acabou por sair ainda durante a primeira parte, sendo substituído por Martim Fernandes.
A alteração não retirou eficácia ao FC Porto. Aos 20 minutos, uma bola longa de Jan Bednarek permitiu ultrapassar a primeira pressão do Académico. Pepê deu continuidade à jogada e Gabri Veiga apareceu em posição de finalizar para o 0-2.
O terceiro mostrou uma equipa já confortável nas relações ofensivas. A jogada nasceu atrás, passou pelo meio-campo e chegou a Gabri Veiga, que encontrou William Gomes a entrar na área. O brasileiro concluiu aos 38 minutos e deixou o encontro praticamente decidido antes do intervalo.
O Académico tinha sido avisado para a necessidade de igualar a intensidade e a agressividade portistas, mas chegou ao 0-3 com apenas três faltas cometidas. O próprio capitão Luís Silva reconheceria depois que a equipa perdeu demasiados duelos e pagou caro por isso.
Bruno Pinheiro respondeu ao intervalo com uma linha de cinco, procurando proteger melhor a largura e impedir que o FC Porto continuasse a explorar bolas nas costas da defesa. O ajuste estabilizou o Académico, mas ocorreu quando a diferença já obrigava o jogo a outra lógica.
Farioli também teve de mexer novamente por razões físicas. Bednarek, que sentiu o joelho, não regressou para a segunda parte e deu lugar a Nehuén Pérez.
O FC Porto baixou então a intensidade e passou sobretudo a gerir a vantagem. O Académico ganhou metros e teve mais bola, mas durante grande parte da segunda metade continuou sem criar problemas relevantes a Diogo Costa. A situação mais perigosa surgiu perto do fim, quando Alejandro Mestanza acertou na barra.
A segunda parte já não teve a velocidade da primeira, mas confirmou uma característica que acompanha o início de campeonato portista: mesmo quando deixa de procurar o jogo com a mesma agressividade, a equipa continua difícil de expor.
Quatro jornadas, quatro vitórias e nenhuma bola sofrida. Em Viseu, o FC Porto acrescentou outra forma de ganhar: não precisou de produzir muitas oportunidades porque foi quase perfeito quando elas apareceram.















