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Data: 22 de agosto – 10 de setembro de 2026

Eto'o fecha fileiras com Infantino e transforma a crise da FIFA numa disputa sobre quem beneficia do poder

Presidente da federação camaronesa considera que as críticas ao líder da FIFA estão ligadas às próximas eleições e defende que o polémico projeto entretanto retirado poderia beneficiar o futebol africano.

Samuel Eto'o escolheu o momento de maior contestação a Gianni Infantino para fazer exatamente o contrário de vários críticos: declarar apoio público ao presidente da FIFA.

O antigo avançado e atual presidente da Federação Camaronesa considera que Infantino “não fez nada de errado” e interpreta a crescente oposição como parte da disputa política que antecede as próximas eleições do organismo.

A polémica mais recente nasceu de um projeto que previa a entrada de investidores privados numa estrutura comercial associada às grandes competições da FIFA.

A proposta foi retirada depois de forte resistência internacional, mas deixou marcas na relação de Infantino com vários setores do futebol.

Eto'o olha para o problema a partir de outra posição.

O dirigente camaronês considera que a presidência de Infantino deu a países pequenos e a federações africanas oportunidades que anteriormente não existiam, através do alargamento das competições e da redistribuição de recursos.

É também nessa lógica que defende o projeto abandonado.

Para Eto'o, a entrada de capital poderia contribuir para reduzir o desequilíbrio económico entre as grandes potências e federações com menor capacidade financeira, sobretudo em África.

O antigo jogador acusa parte dos opositores de analisar a proposta a partir de uma posição dominante e defende que o documento deve voltar a ser discutido depois das eleições.

A crise da FIFA ganha assim uma segunda leitura.

Para uns, está em causa o excesso de poder comercial e político concentrado na presidência.

Para Eto'o, a oposição corre o risco de proteger precisamente a distribuição de poder que Infantino diz querer alterar.