Souffian El Karouani chegou a Lisboa na noite de domingo para realizar exames médicos e completar a transferência para o Benfica. O lateral-esquerdo internacional marroquino será cedido pelo Al Qadsiah até ao final da temporada, num negócio que deverá incluir uma opção de compra próxima dos dez milhões de euros.
Os clubes dividirão o pagamento do salário durante o empréstimo, enquanto o Benfica assegura a possibilidade de transformar posteriormente a cedência numa contratação definitiva.
El Karouani deixou desde a chegada poucas dúvidas sobre a vontade de regressar ao futebol europeu.
«Não precisei de pensar duas vezes», afirmou à BTV, colocando a dimensão do Benfica e a possibilidade de voltar à Europa entre as razões para aceitar a mudança.
O defesa já tinha falado com Marco Silva antes da viagem. Descreveu a conversa como «ótima» e transmitiu ao treinador a vontade de começar imediatamente a trabalhar.
A contratação responde a uma posição onde o Benfica procurava aumentar a concorrência e, sobretudo, acrescentar uma solução ofensivamente diferente.
El Karouani construiu grande parte da afirmação nos Países Baixos e destacou-se no Utrecht pela capacidade para fazer todo o corredor, cruzar, executar bolas paradas e chegar ao último terço com frequência. É um lateral mais orientado para participar na construção ofensiva do que apenas para proteger a linha defensiva.
A passagem pela Arábia Saudita acabou por ser curta.
O Al Qadsiah contratou-o ao Utrecht a custo zero, mas a gestão do número de estrangeiros disponíveis no plantel abriu rapidamente a possibilidade de saída. El Karouani regressa assim à Europa sem ter chegado a realizar qualquer jogo oficial pelo clube saudita.
O Benfica oferece-lhe agora uma realidade oposta.
Além da luta pelo campeonato e pelas provas internas, os encarnados entram na fase de liga da Liga Europa com um calendário que aumentará a necessidade de rotação.
El Karouani chega para competir por espaço imediatamente e assume a exigência sem procurar reduzi-la.
«O Benfica é daqueles clubes que tem a obrigação de vencer», afirmou.
É precisamente para isso que regressou à Europa.















