Duarte Gomes continua sem explicar em detalhe por que razão abandonou a estrutura nacional de arbitragem, mas decidiu responder às interpretações que se multiplicaram desde a demissão.
O antigo árbitro deixou no final de junho o cargo de diretor técnico nacional de arbitragem, num contexto marcado por divergências internas com a liderança do Conselho de Arbitragem e com a direção federativa.
Desde então, escolheu o silêncio.
Esta segunda-feira explicou porquê: considera o assunto demasiado sério para ser discutido em praça pública e entende que existem matérias que devem permanecer no espaço institucional adequado.
Isso não significa, porém, que aceite todas as versões entretanto construídas.
Duarte Gomes refere ter lido acusações de conspiração, estratégias destinadas a substituir pessoas e interpretações baseadas em suposições. Reconhece que o silêncio permite que essas narrativas cresçam, mas considera esse preço preferível a transformar um assunto institucional delicado numa disputa pública.
A passagem mais forte da mensagem surge quando distingue capacidade política de cedência pessoal.
“Ser político é uma coisa, dobrar a coluna é outra.”
O antigo dirigente afirma que conhece suficientemente o futebol para saber que existem interesses, equilíbrios, relações e pressões que exigem diplomacia. O limite, para si, aparece quando a gestão desses compromissos entra em conflito com a consciência individual.
Garante também nunca ter acusado publicamente ninguém de ilegalidades ou crimes e recusa fazer interpretações que considera pertencerem às entidades competentes.
Duarte Gomes não revelou o que aconteceu.
Mas deixou claro que a ausência de explicação não deve ser confundida com ausência de razões.















