Flávio Gonçalves começou a temporada como uma das possibilidades de Rui Borges para o ataque do Sporting e precisou de cinco jornadas para alterar o estatuto. Aos 19 anos, leva três golos e uma assistência em cinco jogos e tornou-se presença regular no onze leonino.
O golo frente ao Nacional confirmou a tendência.
Luis Suárez recebeu de Debast no início da segunda parte e preferiu assistir o jovem companheiro, que apareceu no espaço certo para fazer o 2-0.
Foi mais um momento de uma ascensão que deixou de surpreender quem trabalha diariamente com o avançado.
As reações dos próprios companheiros ajudam a perceber a rapidez da mudança.
Debast respondeu a uma publicação de Flávio com um expressivo «Misericórdia!».
Irankunda escolheu outra palavra.
«Starboy.»
Bafdili resumiu de forma ainda mais direta: «Está a virar hábito.»
Os números ajudam a explicar.
Flávio marcou três vezes nas primeiras cinco jornadas e acrescentou uma assistência, depois de ter passado a temporada anterior sobretudo entre a equipa B e os escalões de formação.
A diferença não está apenas nos golos.
Rui Borges confiou-lhe uma posição de início e o avançado respondeu com disponibilidade para aparecer entre linhas, atacar a profundidade e chegar à área sem desaparecer quando o Sporting perde a bola.
É essa combinação que lhe permite conservar espaço numa frente ofensiva onde a concorrência aumentou durante o verão.
O Sporting contratou alternativas.
Rui Borges tem soluções mais experientes.
Mesmo assim, Flávio continua a jogar.
É provavelmente o sinal mais importante.
Um jovem pode marcar e aproveitar uma oportunidade isolada.
Mais difícil é obrigar o treinador a continuar a escolhê-lo quando todo o plantel está disponível.
Flávio começou a época a tentar conquistar minutos.
Cinco jornadas depois, os outros começam a disputar os minutos que ele já conquistou.















