Thiago Silva ainda é jogador do Fluminense, mas parte da carreira seguinte começa a aparecer antes de a atual terminar.
O central de 41 anos tornou-se uma voz ativa no trabalho tático da equipa e participa em conversas com Marcão e outros jogadores experientes antes das reuniões coletivas.
O próprio defesa não esconde o interesse.
«O lado de treinador interessa-me.»
Thiago Silva diz sentir especial fascínio pela tática e pela leitura das diferentes situações de jogo.
Marcão tem aproveitado essa predisposição.
O central revelou que já participa na preparação de aspetos defensivos, incluindo reuniões destinadas a estruturar comportamentos antes de a informação chegar ao restante grupo.
A relação não transforma formalmente Thiago Silva num elemento da equipa técnica.
Mas aproxima-o dessa função.
É um processo coerente com características que acompanharam toda a carreira.
O brasileiro sempre dependeu menos da velocidade do que da antecipação, posicionamento e capacidade para compreender aquilo que aconteceria antes de o adversário executar.
Antigos companheiros identificam precisamente essa inteligência como um dos argumentos que poderão levá-lo ao banco quando terminar a carreira.
Há também liderança.
Thiago Silva foi capitão em diferentes clubes e na seleção brasileira, acumulou experiências em vários campeonatos e atravessou diferentes escolas táticas durante mais de duas décadas de futebol sénior.
Por enquanto, continua jogador.
E o Fluminense ainda conta com ele dentro do campo.
Mas já começou a aproveitar aquilo que Thiago Silva poderá oferecer quando deixar de entrar nele.















