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Sporting leva investimento em reforços aos 116 milhões e estabelece novo máximo

A chegada de Nestory Irankunda elevou ainda mais uma reconstrução que já tinha em Zalazar, Doumbia e Altimira algumas das operações mais caras do verão português. O empréstimo de Jesse Derry fica fora das contas do investimento em aquisições.

O Sporting atravessa o mercado mais dispendioso da sua história. As contas do investimento realizado neste verão já chegam aos 116 milhões de euros em reforços, sem incluir Jesse Derry, que chegou por empréstimo, numa demonstração da dimensão da remodelação entregue a Rui Borges para 2026/27.

A contratação de Nestory Irankunda foi a operação mais recente a fazer subir a fasquia. O extremo australiano custou 15 milhões de euros e o negócio pode chegar aos 18 milhões mediante objetivos, depois de uma negociação em que o Watford resistiu a propostas inferiores.

O investimento não está concentrado num único jogador. Rodrigo Zalazar continua a liderar a lista das contratações mais caras do futebol português neste mercado, com 30 milhões de euros, enquanto Issa Doumbia e Sergi Altimira também obrigaram o Sporting a operações acima ou muito perto da barreira dos 20 milhões. Os dados disponíveis para o mercado português colocam vários reforços leoninos entre os negócios de maior dimensão realizados nesta janela.

Altimira, por exemplo, custou 18,25 milhões de euros fixos ao Betis, podendo acrescentar mais dois milhões em objetivos, e assinou até 2031. Já Ibrahima Ba também chegou para um projeto de longo prazo, com contrato até 2031.

Irankunda prolonga essa lógica. O internacional australiano, de apenas 20 anos, chega depois de uma temporada no Watford e de ganhar projeção no Mundial, ficando igualmente associado a um contrato de longa duração em Alvalade. O interesse leonino superou concorrência de outros mercados e acabou por transformar o jogador num dos investimentos relevantes deste verão.

Mais do que a soma absoluta, os 116 milhões mostram uma alteração de escala. O Sporting não se limitou a substituir uma ou duas figuras do onze: está a reconstruir diferentes setores com jogadores jovens, contratos longos e ativos que, em muitos casos, chegam já com estatuto para disputar imediatamente a titularidade.

O investimento aumenta naturalmente a exigência sobre Rui Borges. Quando o mercado deixa de ser apenas uma procura de oportunidades e passa a mobilizar mais de uma centena de milhões de euros, a margem entre promessa e obrigação diminui.

O Sporting está a comprar futuro, mas o preço pago transforma esse futuro numa exigência do presente.