O Santa Clara goleou o Rio Ave por 4-0 porque foi superior em praticamente todas as fases do jogo e transformou essa superioridade em golos nos momentos que mais podiam condicionar o adversário. Brenner marcou aos três minutos, Tiago Ribeiro voltou a atingir os vilacondenses logo depois do intervalo e Vinícius Lopes e Fernando completaram uma tarde sem verdadeira resposta da equipa visitante.
A diferença começou na intensidade.
O Santa Clara movimentava a bola com velocidade, tinha mais soluções na circulação e recuperava rapidamente sempre que perdia a posse.
O Rio Ave nunca conseguiu acompanhar esse ritmo.
O primeiro golo apareceu praticamente na primeira aproximação.
Vinícius Lopes acelerou pela direita e cruzou rasteiro. Gonçalo Paciência simulou, Tiago Ribeiro deixou a bola passar e Brenner apareceu para finalizar em arco.
Três minutos.
1-0.
O lance resumiu aquilo que os açorianos fizeram melhor: movimento coletivo, jogadores a interpretar o espaço e uma ação ofensiva em que cada intervenção tornou a seguinte mais perigosa.
Brenner podia ter aumentado a vantagem várias vezes antes do intervalo.
Voltou a aparecer aos 14 e aos 16 minutos e, perto dos 40, acertou no poste depois de Van der Gouw ter impedido uma finalização de Gonçalo Paciência.
O Rio Ave conseguiu chegar ao descanso apenas com um golo sofrido.
Não conseguiu aproveitar essa sobrevivência.
A segunda parte começou praticamente como a primeira.
Aos 47 minutos, Gonçalo Paciência encontrou Tiago Ribeiro e o médio fez o 2-0 no primeiro remate açoriano depois do intervalo.
Cinco minutos depois, a partida ficou praticamente decidida.
Gustavo Mancha perdeu a bola numa zona perigosa e Vinícius Lopes aproveitou para marcar o terceiro.
A diferença entre as equipas já não estava apenas no resultado.
O Santa Clara disputava cada bola como se precisasse ainda de construir a vantagem.
O Rio Ave reagia tarde.
Essa falta de agressividade reapareceu perto do final, quando Liavas perdeu uma disputa que permitiu a Fernando fazer o 4-0.
O problema vilacondense também esteve no ataque.
A equipa conseguiu alguns momentos de posse e duas aproximações mais visíveis através de Sellouki, mas nunca construiu uma ocasião suficientemente perigosa para obrigar Lucas França a uma intervenção determinante.
O Santa Clara controlou sem precisar de baixar a intensidade defensiva.
Petit encontrou uma equipa equilibrada nos dois lados do jogo: segura sem bola e variada quando atacava.
O resultado prolonga a invencibilidade açoriana e confirma o bom início de campeonato.
Para o Rio Ave, a leitura é muito mais preocupante.
Depois dos quatro golos sofridos diante do Sporting, chegaram outros quatro nos Açores.
Oito golos sofridos.
Nenhum marcado.
Em dois jogos consecutivos.
E, desta vez, nem sequer foi necessário esperar muito para perceber para onde o encontro caminhava.
O Santa Clara marcou aos três minutos.
Depois do intervalo precisou de dois.















,fit(1200:675))