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Navegação principal da época 2026/27.

PSG sofre com um miúdo de 17 anos, mas continua a colecionar a Europa

Kvaratskhelia abriu o caminho, Brian Madjo tornou-se o mais jovem marcador da história da Supertaça e Désiré Doué decidiu o 2-1 depois de Dembélé sair do banco. O PSG revalidou o troféu em Salzburgo e somou a quarta conquista UEFA em pouco mais de um ano. Vitinha, João Neves e Nuno Mendes foram titulares.

O Paris Saint-Germain começou oficialmente 2026/27 como terminou a época anterior: a levantar um troféu europeu. Os bicampeões da Liga dos Campeões venceram o Aston Villa por 2-1, em Salzburgo, revalidaram a Supertaça Europeia e prolongaram uma sequência que já começa a dar dimensão histórica ao ciclo de Luis Enrique. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

Não foi, contudo, uma demonstração de força contínua. Entre duas equipas ainda a recuperar ritmo depois do verão e de um Mundial que atrasou o regresso de vários internacionais, houve períodos de menor intensidade e um Aston Villa suficientemente competitivo para obrigar o campeão europeu a trabalhar até ao fim pelo troféu. Luis Enrique utilizou de início nove jogadores que tinham sido titulares na última final da Champions. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

Vitinha, João Neves e Nuno Mendes fizeram parte do onze parisiense, mantendo a forte presença portuguesa numa equipa que conquistou as duas últimas Ligas dos Campeões. Ousmane Dembélé, Bola de Ouro de 2025, começou no banco e seria determinante depois do intervalo. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

O primeiro golpe surgiu aos 20 minutos e teve a assinatura mais vistosa da noite. Khvicha Kvaratskhelia recebeu pela esquerda, criou espaço e disparou para o 1-0, num lance individual que voltou a mostrar a capacidade do georgiano para transformar uma jogada aparentemente controlável numa diferença no marcador. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

A vantagem parecia poder libertar o PSG, mas o Aston Villa encontrou uma história muito própria para contar.

Brian Madjo, de apenas 17 anos, começou a incomodar repetidamente a defesa parisiense. Primeiro ameaçou de cabeça, depois acertou no poste e, antes do intervalo, finalmente marcou. O avançado ganhou o duelo dentro da área e restabeleceu a igualdade, tornando-se, aos 17 anos e 212 dias, o mais jovem jogador de sempre a marcar numa Supertaça Europeia. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

O golo teve ainda maior peso por surgir na estreia oficial do jovem pelo Aston Villa. Madjo não foi apenas a curiosidade estatística da noite: foi o jogador que mais inquietou o PSG durante boa parte da primeira metade e deu corpo à resistência inglesa. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

Ao intervalo, Luis Enrique recorreu a Dembélé. E a entrada do francês acabaria por decidir a final.

Aos 61 minutos, o Bola de Ouro encontrou Désiré Doué com um passe que deixou o companheiro em posição de finalizar diante de Marco Bizot. O remate terminou na baliza, mas a bandeirola subiu por fora de jogo. A revisão do VAR mostrou que Matty Cash colocava Doué em posição legal e o golo foi validado: 2-1. :contentReference[oaicite:6]{index=6}

O Aston Villa ainda tentou responder e teve oportunidades para prolongar a final, mas o PSG protegeu a vantagem. O apito final confirmou a segunda Supertaça consecutiva dos parisienses, depois da conquista de 2025 frente ao Tottenham, e colocou o clube num grupo restrito de equipas que conseguiram revalidar o troféu. :contentReference[oaicite:7]{index=7}

A sequência europeia é ainda mais expressiva vista em conjunto. Desde maio de 2025, o PSG conquistou duas Ligas dos Campeões consecutivas e duas Supertaças Europeias consecutivas. São quatro troféus UEFA em pouco mais de um ano e mais uma confirmação de que a transformação promovida por Luis Enrique ultrapassou já a conquista isolada que durante décadas escapou ao clube. :contentReference[oaicite:8]{index=8}

Para Unai Emery, o resultado acrescentou uma quarta derrota pessoal numa Supertaça Europeia. O treinador espanhol voltou a chegar ao encontro depois de conquistar a Liga Europa, desta vez com o Aston Villa, mas continuou sem vencer a prova. Ainda assim, a prestação de uma equipa em renovação e, sobretudo, a emergência de Madjo deixaram argumentos para além do resultado. :contentReference[oaicite:9]{index=9}

A noite teve ainda um protagonista fora da disputa pelo troféu. Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali de 34 anos, dirigiu a final depois de ter sido selecionado pela FIFA para o Mundial de 2026 e impedido de participar por não lhe ter sido autorizada a entrada nos Estados Unidos. A UEFA anunciou a sua nomeação em junho, no âmbito da cooperação com a Confederação Africana, tornando-o o primeiro árbitro não europeu a dirigir uma Supertaça. :contentReference[oaicite:10]{index=10}

Artan tinha sido eleito melhor árbitro masculino da CAF em 2025. Depois da exclusão do Mundial, a escolha para uma final europeia adquiriu inevitavelmente uma dimensão simbólica, embora a UEFA a tenha apresentado como reconhecimento da sua qualidade e como expressão dos princípios de unidade, igualdade e não discriminação. :contentReference[oaicite:11]{index=11}

No relvado, porém, a história acabou por voltar ao lugar habitual deste PSG: o troféu ficou do lado parisiense.

Kvaratskhelia abriu a final com talento individual, Madjo interrompeu o guião e apresentou-se ao futebol europeu com um recorde, Dembélé entrou para mudar o jogo e Doué resolveu-o. O PSG não esmagou o Aston Villa. Precisou de sofrer, corrigir e encontrar talento no banco. Talvez seja precisamente isso que torne esta nova conquista significativa: mesmo quando não domina tudo, continua a encontrar uma maneira de ganhar.