Morten Hjulmand não apaga os três anos vividos no Sporting, mas já fala como alguém plenamente comprometido com o capítulo seguinte. O médio dinamarquês considera o Atlético de Madrid «um sonho», quer construir história no clube espanhol e admite ver-se no Metropolitano durante muitos anos.
«O Sporting é um clube muito grande em Portugal, mas o Atlético também. Queria estar aqui, jogar e fazer parte da história do Atlético», afirmou o internacional dinamarquês, acrescentando que é em Madrid que se imagina no futuro.
A vontade acompanha um investimento importante. O Atlético contratou o antigo capitão leonino por 40 milhões de euros fixos, com mais cinco milhões dependentes de objetivos, e entregou-lhe um contrato até 2031.
Hjulmand saiu de Alvalade depois de 141 jogos, dez golos e três títulos em três temporadas, período em que passou de reforço proveniente do Lecce a capitão e uma das referências do balneário.
A adaptação ao Atlético está agora a decorrer num plano diferente. O médio identifica uma mudança de velocidade relativamente ao futebol português. «É mais rápido e mais físico», explicou, considerando fundamentais as semanas de preparação que antecederam o início da Liga espanhola.
A língua não tem constituído um obstáculo semelhante. Hjulmand encontra semelhanças suficientes entre português e espanhol para já conseguir compreender instruções e comunicar com os companheiros e equipa técnica.
O dinamarquês chega, portanto, com uma característica que o ajudou também em Lisboa: capacidade de adaptação. Quando chegou ao Sporting, teve de assumir rapidamente responsabilidades num meio-campo renovado; em Madrid encontra uma exigência competitiva e física diferente, mas também um clube que fez dele uma aposta estrutural.
Até um detalhe exterior ao futebol entrou na nova vida. Hjulmand revelou ter removido a tatuagem do Arsenal que trazia desde criança, explicando que deixou de se relacionar com clubes como adepto a partir do momento em que entrou no futebol profissional.
O Sporting pertence agora ao percurso que o trouxe até aqui. Hjulmand fala dele com respeito, mas já não com nostalgia. A ambição está projetada para Madrid: adaptar-se depressa, conquistar espaço e permanecer.















