O confronto institucional entre FIFA e UEFA deixou de ser apenas político e entrou no plano judicial. A FIFA acusa a organização europeia de desenvolver uma campanha destinada a desacreditar Gianni Infantino, enquanto a UEFA procura nos Estados Unidos acesso a documentos relacionados com o projeto FIFA Forward Enterprise.
O plano, entretanto abandonado, previa a entrada de investidores privados numa nova estrutura comercial ligada a ativos da FIFA.
A proposta desencadeou forte resistência.
A UEFA questiona a forma como o projeto foi preparado, a avaliação atribuída aos ativos e o nível de consulta realizado dentro das estruturas de governação da própria FIFA.
Os seus representantes avançaram nos tribunais norte-americanos com pedidos de acesso a documentos e testemunhos que poderiam ser utilizados numa eventual iniciativa judicial na Suíça.
Entre os envolvidos nas conversações estava um grupo de investimento que discutiu uma operação de vários milhares de milhões de dólares por uma participação minoritária na nova sociedade.
A FIFA responde que o projeto nunca passou de uma proposta condicionada à aprovação das estruturas competentes e acusa a UEFA de tentar construir um processo sobre uma operação que nunca chegou a concretizar-se.
Vai ainda mais longe.
Na argumentação apresentada, atribui também uma dimensão económica à oposição europeia, defendendo que o reforço financeiro das federações de países menos ricos aumentaria a concorrência global e reduziria parte do poder económico concentrado no futebol europeu.
A UEFA rejeita essa interpretação e mantém as dúvidas sobre a transparência e a avaliação financeira do projeto.
O FFE foi abandonado.
A disputa que provocou não terminou com ele.
Neste momento, já não se discute apenas como a FIFA poderia financiar o futebol mundial.
Discute-se também quem controla quem dentro dele.















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