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Navegação principal da época 2026/27.

Farioli gostou da reação ao primeiro golo sofrido e a noite acabou por mostrar outra dimensão do grupo

Treinador portista valorizou a resposta à desvantagem, William Gomes e a estreia de Giménez. A preocupação com Froholdt dominou o final e soube-se depois que Bednarek aplicou de imediato conhecimentos de primeiros socorros.

Francesco Farioli encontrou mais motivos para satisfação do que para crítica na vitória por 2-1 sobre o Moreirense, mesmo depois de o FC Porto ter sofrido pela primeira vez nesta Liga. O treinador considerou que a desvantagem expôs um problema que a equipa precisava de reconhecer e valorizou sobretudo a forma como os jogadores responderam.

«Não foi perfeito, mas foi um jogo de que gostei bastante.»

O Moreirense marcou aos 20 minutos, numa transição que começou num erro de construção portista, e obrigou o campeão a sair pela primeira vez de uma situação de desvantagem nesta temporada.

Farioli não escondeu que o lance poderia ter sido evitado.

Mas viu nele também um alerta útil.

Depois do 0-1, identificou uma equipa mais agressiva, capaz de controlar melhor a posse e de produzir um volume elevado de oportunidades até consumar a reviravolta.

A leitura do técnico converge com aquilo que aconteceu no campo.

O FC Porto demorou a encontrar velocidade perante a organização minhota, mas passou a dominar depois da meia hora e entrou na segunda parte com uma pressão muito mais intensa.

William Gomes esteve no centro desse crescimento.

Fez a assistência para Bednarek no empate e marcou o 2-1, embora tenha recusado transformar a noite numa afirmação exclusivamente individual.

O brasileiro colocou o coletivo acima dos números e, depois do jogo, a preocupação com Victor Froholdt tornou qualquer discussão sobre protagonismo secundária.

Farioli também destacou Francisco Moura.

O lateral regressou ao onze depois de um verão marcado pela possibilidade de saída e respondeu com uma exibição que o treinador espera transformar num ponto de reencontro com o melhor nível.

Santiago Giménez recebeu igualmente uma avaliação positiva na estreia.

O mexicano teve cerca de 15 minutos, criou duas ocasiões nos descontos e mostrou uma predisposição imediata para procurar a baliza. Para Farioli, o mais relevante foi a energia oferecida ao ataque por um jogador ainda a recuperar condição competitiva.

Do lado do Moreirense, a derrota produziu outra sensação.

Vasco Botelho da Costa reconheceu o volume ofensivo portista, mas considerou que a sua equipa conseguiu igualar durante largos períodos aquilo que normalmente distingue os dragões: intensidade, agressividade e capacidade competitiva.

O Moreirense defendeu durante muito tempo, saiu em transição, marcou primeiro e chegou aos minutos finais ainda com uma possibilidade real de empatar.

É por isso que a forma como sofreu o segundo golo deixou maior frustração.

André Ferreira partilhou essa leitura.

O guarda-redes realizou várias intervenções importantes e foi uma das razões pelas quais a equipa permaneceu dentro do resultado. Saiu do Dragão com a sensação de que o esforço poderia ter produzido pelo menos um ponto.

Mas o tema comum depois do jogo foi Froholdt.

Farioli confirmou ainda nessa noite que o dinamarquês estava consciente e em observação hospitalar. Do lado do Moreirense, as primeiras palavras também foram para desejar a recuperação do médio e enquadrar o estado emocional de Guilherme Liberato, que abandonou o relvado em lágrimas depois da expulsão.

A informação conhecida posteriormente acrescentou outra dimensão à reação dos jogadores portistas naquele momento.

Assim que Froholdt caiu inconsciente, Bednarek correu para o companheiro e procurou colocá-lo em posição lateral de segurança, uma resposta de primeiros socorros destinada a manter as vias aéreas desimpedidas.

Não precisou de completar o procedimento porque a equipa médica chegou imediatamente.

Mas sabia iniciá-lo.

Diogo Costa, entretanto, organizou jogadores das duas equipas em redor de Froholdt, criando privacidade e espaço para a assistência.

O comportamento ajuda também a perceber o valor de uma preparação que normalmente permanece invisível. O FC Porto promove regularmente formação de primeiros socorros junto dos diferentes escalões e respetivos staffs.

Naquela noite, esse conhecimento deixou de ser teórico.

O futebol ofereceu cinco vitórias em cinco jogos ao FC Porto.

O momento que mais uniu o grupo não entrou em nenhuma estatística.