O Famalicão continua sem vencer na Liga, mas saiu da Reboleira com um ponto depois de sobreviver a um jogo que dominou durante uma parte e quase perdeu na outra. Koutsias marcou praticamente no primeiro minuto, o Estrela respondeu depois do intervalo através das alterações de Pepa e chegou à reviravolta por Antonetti e Scholze, antes de o avançado grego voltar a aparecer para converter o penálti que fixou o 2-2.
A diferença entre as duas partes foi quase total.
O Famalicão entrou a jogar como uma equipa pressionada pelos resultados, mas não pelo futebol.
Mathias de Amorim assumiu desde cedo a organização das transições e foi dele o passe que desfez imediatamente a estrutura defensiva do Estrela. Koutsias atacou o espaço à direita e finalizou para uma vantagem que chegou antes de o encontro ter conseguido estabilizar.
O golo deu confiança aos minhotos.
Roméo Beney e Sorriso encontraram espaço nos corredores, Amorim continuou a ligar o meio-campo ao ataque e Koutsias utilizou a mobilidade para retirar referências aos centrais da equipa da casa.
Sem bola, o Famalicão também controlou.
O Estrela procurou sobretudo cruzamentos e ações individuais de Abraham Marcus ou Stoica, mas chegou ao intervalo sem qualquer remate enquadrado.
A vantagem mínima até sabia a pouco perante a diferença de qualidade produzida durante os primeiros 45 minutos.
Pepa percebeu que precisava de alterar mais do que jogadores.
A entrada de Béni Souza mudou a capacidade do Estrela para transportar bola pelo corredor esquerdo, acelerou as ações ofensivas e começou a empurrar o Famalicão para trás.
O jogo virou com ele.
Béni ganhou profundidade, encontrou espaço para servir Antonetti e o avançado empatou aos 57 minutos.
O Famalicão deixou de conseguir recuperar a posição territorial da primeira parte.
O Estrela ganhou confiança e voltou a atacar pelo mesmo setor, utilizando a velocidade para chegar mais depressa à área.
A reviravolta nasceu aos 69 minutos.
Antonetti voltou a aparecer na zona de decisão e rematou ao poste. Scholze reagiu primeiro à recarga e colocou os tricolores na frente.
Era um jogo completamente diferente daquele que tinha chegado ao intervalo.
O Famalicão, porém, não desapareceu.
Carlos Carvalhal procurou recuperar presença ofensiva através das substituições e a equipa voltou a aproximar-se da área quando o Estrela começava a proteger a vantagem.
Foi aí que Robinho derrubou Gil Dias.
Koutsias assumiu a grande penalidade aos 80 minutos e marcou o segundo golo pessoal, devolvendo ao Famalicão um resultado que, pelo que produzira na primeira parte, dificilmente poderia ser considerado injusto.
O Estrela ainda procurou o terceiro e Abraham Marcus ameaçou perto do final, mas o marcador não voltou a mexer.
Pepa reconheceu depois aquilo que o próprio jogo tinha mostrado: sofrer tão cedo não fazia parte de qualquer plano e repetiu um problema já visto na Madeira, mas a equipa conseguiu permanecer emocionalmente dentro da partida.
Foi isso que permitiu às alterações produzir efeito.
O treinador insiste também em não retirar liberdade aos jogadores capazes de desequilibrar.
Béni foi a demonstração mais evidente.
O Famalicão sai com outra conclusão.
Conseguiu controlar completamente um adversário durante 45 minutos e voltou a não transformar a superioridade numa vitória.
Depois de cinco jornadas, soma três empates e duas derrotas.
Na Reboleira, esteve primeiro perto de resolver o jogo.
Depois precisou de Koutsias para não o perder.















,fit(1200:675))