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Navegação principal da época 2026/27.

Famalicão mandou antes do intervalo, Benito mudou o Estrela e Koutsias evitou a derrota

Minhotos marcaram praticamente no primeiro minuto e dominaram a primeira parte. As alterações de Pepa transformaram o jogo, Antonetti e Scholze consumaram a reviravolta, mas um penálti nos minutos finais fixou o 2-2.

O Famalicão continua sem vencer na Liga, mas saiu da Reboleira com um ponto depois de sobreviver a um jogo que dominou durante uma parte e quase perdeu na outra. Koutsias marcou praticamente no primeiro minuto, o Estrela respondeu depois do intervalo através das alterações de Pepa e chegou à reviravolta por Antonetti e Scholze, antes de o avançado grego voltar a aparecer para converter o penálti que fixou o 2-2.

A diferença entre as duas partes foi quase total.

O Famalicão entrou a jogar como uma equipa pressionada pelos resultados, mas não pelo futebol.

Mathias de Amorim assumiu desde cedo a organização das transições e foi dele o passe que desfez imediatamente a estrutura defensiva do Estrela. Koutsias atacou o espaço à direita e finalizou para uma vantagem que chegou antes de o encontro ter conseguido estabilizar.

O golo deu confiança aos minhotos.

Roméo Beney e Sorriso encontraram espaço nos corredores, Amorim continuou a ligar o meio-campo ao ataque e Koutsias utilizou a mobilidade para retirar referências aos centrais da equipa da casa.

Sem bola, o Famalicão também controlou.

O Estrela procurou sobretudo cruzamentos e ações individuais de Abraham Marcus ou Stoica, mas chegou ao intervalo sem qualquer remate enquadrado.

A vantagem mínima até sabia a pouco perante a diferença de qualidade produzida durante os primeiros 45 minutos.

Pepa percebeu que precisava de alterar mais do que jogadores.

A entrada de Béni Souza mudou a capacidade do Estrela para transportar bola pelo corredor esquerdo, acelerou as ações ofensivas e começou a empurrar o Famalicão para trás.

O jogo virou com ele.

Béni ganhou profundidade, encontrou espaço para servir Antonetti e o avançado empatou aos 57 minutos.

O Famalicão deixou de conseguir recuperar a posição territorial da primeira parte.

O Estrela ganhou confiança e voltou a atacar pelo mesmo setor, utilizando a velocidade para chegar mais depressa à área.

A reviravolta nasceu aos 69 minutos.

Antonetti voltou a aparecer na zona de decisão e rematou ao poste. Scholze reagiu primeiro à recarga e colocou os tricolores na frente.

Era um jogo completamente diferente daquele que tinha chegado ao intervalo.

O Famalicão, porém, não desapareceu.

Carlos Carvalhal procurou recuperar presença ofensiva através das substituições e a equipa voltou a aproximar-se da área quando o Estrela começava a proteger a vantagem.

Foi aí que Robinho derrubou Gil Dias.

Koutsias assumiu a grande penalidade aos 80 minutos e marcou o segundo golo pessoal, devolvendo ao Famalicão um resultado que, pelo que produzira na primeira parte, dificilmente poderia ser considerado injusto.

O Estrela ainda procurou o terceiro e Abraham Marcus ameaçou perto do final, mas o marcador não voltou a mexer.

Pepa reconheceu depois aquilo que o próprio jogo tinha mostrado: sofrer tão cedo não fazia parte de qualquer plano e repetiu um problema já visto na Madeira, mas a equipa conseguiu permanecer emocionalmente dentro da partida.

Foi isso que permitiu às alterações produzir efeito.

O treinador insiste também em não retirar liberdade aos jogadores capazes de desequilibrar.

Béni foi a demonstração mais evidente.

O Famalicão sai com outra conclusão.

Conseguiu controlar completamente um adversário durante 45 minutos e voltou a não transformar a superioridade numa vitória.

Depois de cinco jornadas, soma três empates e duas derrotas.

Na Reboleira, esteve primeiro perto de resolver o jogo.

Depois precisou de Koutsias para não o perder.