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Navegação principal da época 2026/27.

Benfica perdeu fluidez com a lesão de Bah, mas nunca perdeu o controlo do jogo

Leandro Barreiro abriu o marcador aos sete minutos e bisou depois do intervalo. O Marítimo conseguiu empurrar as águias para um jogo mais dividido, mas não transformou o melhor período em ocasiões e Prestianni fechou o 0-3.

O Benfica venceu por 3-0 nos Barreiros porque soube atravessar o período em que o jogo deixou de lhe pertencer sem permitir que o Marítimo transformasse presença territorial em verdadeiro perigo. Leandro Barreiro marcou cedo, a lesão de Bah desorganizou parte do plano encarnado e os madeirenses cresceram, mas as alterações de Marco Silva devolveram estabilidade na segunda parte. Barreiro voltou a marcar e Prestianni encerrou uma noite em que o resultado foi mais expressivo do que a diferença exibida durante todos os 90 minutos.

As águias entraram melhor.

Mesmo num relvado que dificultava a circulação, conseguiram instalar-se cedo no meio-campo contrário e encontraram em Prestianni o primeiro desequilíbrio.

O argentino obrigou Alfonso Pastor a defender e Barreiro apareceu na sobra para rematar com força e fazer o 0-1 aos sete minutos.

O golo premiava uma entrada em que o Benfica conseguia fazer a bola chegar rapidamente aos jogadores entre linhas e atacar a área com gente suficiente para aproveitar segundas bolas.

A vantagem, porém, não levou a um crescimento linear.

A lesão de Bah alterou o desenho do corredor direito e Marco Silva optou por preservar a lógica ofensiva da equipa, entregando essa faixa a Kaminski em vez de escolher uma solução mais conservadora.

O Marítimo percebeu o momento.

A pressão passou a aproximar Guzzo de Butzke numa primeira linha de dois homens e o Benfica começou a dividir demasiadas bolas. O mau estado do relvado agravava cada tentativa de acelerar através de combinações curtas e o encontro tornou-se progressivamente mais físico e menos controlado.

Foi o melhor período dos madeirenses.

Igor Julião encontrou espaço para subir, Guzzo apareceu muitas vezes no corredor direito e os cruzamentos começaram a chegar com maior frequência à área encarnada.

Faltou aquilo que separa presença ofensiva de perigo.

O Marítimo conseguiu chegar ao último terço, mas não conseguiu finalizar com qualidade. Samuel Soares atravessou o jogo sem uma oportunidade clara do adversário para resolver.

O intervalo permitiu ao Benfica corrigir.

A equipa regressou menos disponível para aceitar o jogo partido e procurou dar novamente segurança aos corredores. As mudanças de Marco Silva, com Schjelderup a ter influência significativa nesse equilíbrio e Circati a responder bem, devolveram ao Benfica capacidade para circular antes de acelerar.

O segundo golo retirou grande parte da dúvida.

Num canto, Barreiro voltou a aparecer na zona de finalização e fez o 0-2.

Não havia uma alteração estrutural na função do médio. O luxemburguês já vinha aparecendo dentro da área em jogos anteriores. Desta vez, simplesmente transformou duas dessas aparições em golos.

O Marítimo tentou manter a coragem que tinha mostrado antes do intervalo, mas passou a correr um risco maior.

Quanto mais procurava subir, mais espaço oferecia para o Benfica atacar depois da recuperação.

Foi assim que nasceu o terceiro.

Uma perda de bola de Rodrigo Andrade no meio-campo abriu a transição encarnada e Prestianni terminou a jogada com um golo de grande execução, completando uma exibição em que voltou a ser o jogador mais capaz de criar desequilíbrios individuais.

O 0-3 praticamente fechou a partida.

O Marítimo continuou a competir e nunca aceitou limitar-se a proteger o resultado, mas já não encontrou forma de voltar a empurrar o Benfica para os minutos de desconforto que tinha provocado antes.

A diferença esteve precisamente aí.

Os madeirenses conseguiram mudar a natureza do jogo.

Não conseguiram mudar o marcador enquanto o tinham feito.

O Benfica teve um período em que perdeu fluidez, começou a dividir bolas desnecessariamente e deixou de comandar territorialmente.

Mas nunca permitiu que esse período produzisse uma verdadeira ocasião de golo.

Quando recuperou o controlo, voltou a marcar.

Barreiro fez dois.

Prestianni fez o outro e esteve na origem do primeiro.

O Marítimo conseguiu dificultar o jogo.

O Benfica soube impedir que a dificuldade se transformasse em ameaça.