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Navegação principal da época 2026/27.

Académico marcou aos quatro minutos e passou o resto da noite a defender uma vitória histórica

João Guilherme fez o único golo em Barcelos. Gil Vicente respondeu com 34 remates, mas encontrou em Ewerton e no compromisso defensivo viseense uma barreira que resistiu até ao fim.

O Académico de Viseu precisou de quatro minutos para marcar e de tudo o que tinha durante os 86 seguintes para proteger esse golo. João Guilherme assinou o 0-1 em Barcelos e os viseenses conquistaram a primeira vitória desde o regresso à Liga, sobrevivendo depois a um domínio quase permanente do Gil Vicente e a 34 remates da equipa da casa.

O jogo decidiu-se cedo.

Na primeira chegada verdadeiramente perigosa do Académico, João Guilherme recebeu espaço para trabalhar à direita e finalizou com qualidade antes de o Gil Vicente conseguir estabilizar defensivamente.

Era apenas o minuto quatro.

O problema para o Académico começou precisamente aí.

A vantagem permitia-lhe baixar, proteger zonas interiores e obrigar o adversário a encontrar soluções perante uma equipa cada vez mais compacta.

O Gil Vicente aceitou o desafio.

Com mais bola e mais presença territorial, começou progressivamente a empurrar os visitantes para perto da própria área.

A diferença esteve na transformação desse domínio em eficácia.

Os gilistas remataram 34 vezes.

Apenas sete acertaram na baliza.

O Académico rematou seis.

Só uma finalização foi enquadrada.

Entrou.

A partir daí, a figura do jogo passou a ser Ewerton.

O guarda-redes respondeu sempre que o volume ofensivo do Gil Vicente conseguiu ultrapassar a densidade defensiva à sua frente e conservou uma vantagem que se tornava cada vez mais difícil de proteger à medida que os minutos passavam.

A equipa de Barcelos intensificou a pressão na segunda parte.

Subiu laterais, acumulou jogadores em zonas de finalização e obrigou o Académico a defender durante longos períodos sem conseguir respirar através da posse.

Buatu chamou-lhe um «amasso».

A expressão descreve a relação territorial.

Não descreve o marcador.

O Gil Vicente chegou mesmo a introduzir a bola na baliza perto do final, mas o lance foi anulado.

O Académico voltou a sobreviver.

João Guilherme destacou depois aquilo que o jogo tinha demonstrado: o golo pertence-lhe, mas a vitória nasceu sobretudo da capacidade coletiva para defender.

Ewerton, distinguido individualmente, recusou igualmente apropriar-se do resultado.

O Académico sabia que ia sofrer.

Sofreu muito mais do que provavelmente gostaria.

Mas soube exatamente onde sofrer.

O Gil Vicente teve bola, território, cantos e remates suficientes para construir várias partidas.

Faltou-lhe aquilo que o adversário conseguiu na primeira oportunidade.

Um golo.

O Académico regressou à Liga para viver noites como esta.

Em Barcelos conquistou a primeira vitória.

Não pela quantidade do que criou.

Pela capacidade de proteger durante quase um jogo inteiro aquilo que criou primeiro.