O Vitória de Guimarães chegou à sexta jornada da Liga com apenas quatro pontos e um problema que já deixou de poder ser tratado como circunstancial. A derrota por 2-1 frente ao Académico de Viseu manteve os conquistadores com uma vitória, um empate e quatro derrotas, igualando o arranque de 2011/12, o pior registo do clube nesta fase do campeonato nos últimos 15 anos.
O dado ganha peso porque o desempenho não tem sido propriamente o de uma equipa incapaz de chegar à baliza adversária. O Vitória cria, aproxima-se da área e acumula situações de finalização, mas transforma demasiado pouco dessa produção em golos.
Foi novamente assim em Viseu. Gonçalo Nogueira conseguiu interromper uma sequência de dois encontros sem marcar para empatar a partida, mas a equipa voltou a desperdiçar oportunidades suficientes para sair com outro resultado e acabou castigada já nos descontos pelo golo de Bouldini.
A dificuldade já se tinha repetido diante de Arouca, SC Braga e Casa Pia. O padrão começa, por isso, a pesar mais do que cada resultado isoladamente: o Vitória consegue produzir fases competitivas e chegar a zonas de decisão, mas falha precisamente no momento que transforma jogo em pontos.
Tiago Margarido reconheceu-o depois de mais uma derrota, mesmo admitindo o incómodo de regressar sempre ao mesmo tema. «Faltou a bola entrar. Parece que nunca entra», lamentou o treinador, que falou numa «maré de azar» mas voltou imediatamente a apontar o trabalho de finalização como resposta.
Há um ano, também num início contestado, o Vitória tinha oito pontos à sexta jornada. Agora tem metade.
Em 2011/12 tinha igualmente quatro e ainda passaria mais duas jornadas sem pontuar.
O futebol produzido oferece argumentos para acreditar que este Vitória pode fazer melhor.
A classificação já exige que comece a fazê-lo.















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