Enric Mas chegou finalmente ao lugar que durante anos lhe pareceu reservado mas nunca garantido. Aos 31 anos, o espanhol venceu a Volta a Espanha, conquistou a primeira grande volta da carreira e encerrou um jejum de 12 anos do ciclismo da casa, que não festejava um vencedor da Vuelta desde Alberto Contador em 2014.
A última etapa em Granada serviu sobretudo para a consagração de uma liderança que Mas transportava há 14 jornadas. Com os últimos 9,8 quilómetros neutralizados para a classificação geral, a Movistar pôde transformar a chegada numa celebração coletiva e deixou o pelotão avançar antes de acompanhar o camisola vermelha até à meta.
Mas fechou a prova em 73h52m55s, com Primoz Roglic a 2m15s e Felix Gall a 2m44s. Richard Carapaz terminou em quarto e Sepp Kuss completou os cinco primeiros.
A vitória tem um peso particular numa carreira construída durante demasiado tempo entre a promessa e a proximidade. Mas já tinha acumulado lugares de destaque nas grandes voltas, mas faltava-lhe a conquista que mudasse a leitura de todo esse percurso.
«Sonhei com isto e trabalhei bastante para o conseguir», resumiu no final, ainda entre o nervosismo da última jornada e a satisfação de ter finalmente terminado o trabalho.
A conquista também devolve a Movistar ao primeiro plano das grandes voltas. O próprio Mas reconheceu que a equipa precisava de uma vitória desta dimensão, numa temporada em que conseguiu transformar regularidade em domínio da classificação geral.
Entre os 21 dias de corrida, escolheu a chegada a Aitana como o momento mais especial, precisamente a jornada em que conseguiu vencer e reforçar a candidatura à camisola vermelha.
A etapa final ainda tinha uma vitória para distribuir. Tobias Johannessen foi o mais forte no sprint em Granada e fechou a Vuelta com um triunfo para a Uno-X.
Mas a imagem principal já estava decidida.
Depois de anos a perseguir uma grande volta, Enric Mas já não terminou a Vuelta perto do vencedor.
Terminou como ele.















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