Thiago Silva não discute a necessidade de renovar a seleção brasileira depois do Mundial de 2026. Discute a forma como Carlo Ancelotti pretende fazê-lo. Para o central do Fluminense, iniciar o novo ciclo afastando jogadores apenas por já terem ultrapassado os 30 anos confunde renovação com substituição automática e pode retirar qualidade antes de existirem soluções melhores.
O defesa fala também a partir do próprio percurso. Aos 41 anos, esteve perto de voltar a um Mundial e encontra nisso a demonstração de que a idade, isoladamente, não permite determinar se um jogador continua ou não capaz de competir ao nível internacional.
A crítica dirige-se sobretudo à dimensão da mudança anunciada por Ancelotti, que prepara um novo ciclo até 2030 depois de deixar de contar com várias referências mais antigas. Thiago Silva defende que a seleção brasileira exige uma transição mais gradual, misturando experiência e jogadores novos enquanto estes provam que conseguem assumir responsabilidades.
O antigo internacional, que trabalhou com Ancelotti no Milan, considera ainda que a margem existente num clube europeu não pode ser transportada automaticamente para a seleção. No Brasil, argumenta, renovar não suspende a obrigação de ganhar nem a pressão para apresentar futebol imediatamente competitivo.
Não se trata de defender lugares vitalícios.
Thiago Silva coloca outro critério acima da certidão de nascimento.
Quem estiver num bom momento e tiver nível para a seleção deve continuar a ser considerado, tenha 23 ou 33 anos.
A decisão final pertence a Ancelotti.
O antigo capitão deixou claro que não concorda com o princípio de começar a renovação pela idade.















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