Georgiy Sudakov começou a época como uma das escolhas regulares de Marco Silva e chegou a Moreira de Cónegos no banco, precisamente no jogo em que o Benfica encontrou uma das combinações ofensivas mais promissoras desde o início da temporada. Schjelderup entrou no onze pela esquerda, Prestianni passou para uma posição mais central e os dois participaram diretamente na construção da goleada por 4-0.
A alteração não significa que o lugar de Sudakov tenha desaparecido definitivamente. Significa que deixou de existir qualquer automatismo que lhe garanta o onze.
O internacional ucraniano soma 11 jogos oficiais nesta temporada, uma assistência e ainda nenhum golo. Teve utilização regular como médio mais adiantado, mas o rendimento não acompanhou até agora aquilo que Marco Silva procurava nessa posição.
O próprio treinador já tinha reconhecido antes do encontro com o Moreirense que Schjelderup estava a pedir espaço. Marco Silva chegou mesmo a classificá-lo como «um titular desta equipa», acrescentando uma ideia importante: para colocar o norueguês, não precisava necessariamente de retirar Prestianni.
Moreira de Cónegos mostrou o que queria dizer.
Prestianni apareceu como número 10 com liberdade para cair nos corredores, Schjelderup partiu da esquerda e Rafa completou uma linha móvel atrás de Pavlidis. O argentino assistiu o norueguês para o segundo golo e marcou o terceiro, enquanto Schjelderup ainda participou no lance do quarto.
A solução oferece ao Benfica maior capacidade de mudança de posições e coloca Sudakov perante uma concorrência que já não se resume a um jogador.
Aursnes voltou e marcou no Minho. Echeverri está finalmente disponível e Marco Silva vê o argentino também como solução para zonas interiores. Prestianni mostrou que pode abandonar a ala sem perder influência.
Sudakov terá novas oportunidades porque a temporada exige rotação e porque o treinador sempre lhe reconheceu qualidade. O Benfica conhece também um contexto pessoal mais complexo do que o de um futebolista reduzido aos números: o ucraniano já falou da dificuldade de recuperar plenamente o prazer de jogar enquanto o país onde cresceu continua em guerra.
Isso merece compreensão.
Não altera a concorrência.
Neste momento, Sudakov tem de recuperar terreno num Benfica que encontrou outra combinação e funcionou imediatamente com ela.















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