A tensão do FC Porto-Manchester City não terminou com o apito para o intervalo e prolongou-se no acesso aos balneários, mas as versões conhecidas sobre aquilo que aconteceu no túnel não coincidem inteiramente e ainda não existe confirmação pública de qualquer castigo da UEFA.
O ambiente tinha começado a deteriorar-se ainda no relvado, depois de Gabri Veiga ter ficado a sangrar num duelo com Marc Guéhi e de o FC Porto reclamar posteriormente uma segunda advertência para Gvardiol. Henrique Monteiro dirigiu-se ao árbitro no caminho para os balneários, Enzo Fernández respondeu, Tiago Madureira aproximou-se e Rúben Dias interveio, afastando o diretor de futebol portista.
A imprensa inglesa descreveu depois uma continuação mais física do confronto. Um repórter da Amazon Prime falou em empurrões e na necessidade de controlar Gabri Veiga, enquanto outros relatos atribuíram a dirigentes do FC Porto um incidente com Marcus Bettinelli e disseram que Rúben Dias afastou Francesco Farioli durante a confusão.
Esses episódios não estão todos demonstrados da mesma forma pelas imagens disponíveis. Informação posterior recolhida em Portugal indica ainda que não terão existido agressões e que os relatórios do árbitro e dos delegados não registam matéria com gravidade suficiente para antecipar sanções pesadas.
Enzo Maresca evitou reconstruir aquilo que não viu diretamente, mas deixou clara a sua leitura sobre o comportamento das duas áreas técnicas. Perguntado pelo envolvimento de Rúben Dias, respondeu comparando a serenidade do próprio banco com a frequência com que os elementos portistas se levantaram durante a partida.
A segunda parte começou já sem prolongamento visível da discussão e o encontro acabou de forma relativamente tranquila, apesar de novo confronto nos descontos entre Haaland e Pablo Rosario.
Houve tensão.
Houve contacto físico e versões contraditórias sobre a sua dimensão.
Transformar isso, neste momento, numa certeza sobre agressões ou castigos seria ir além do que está confirmado.















