Pepa não pretende utilizar a mudança para Alverca como desculpa diante do SC Braga, mas também não aceita tratar como irrelevante a perda do Estádio José Gomes. O treinador do Estrela da Amadora considera que a equipa está objetivamente prejudicada por deixar a Reboleira num encontro em que deveria jogar em casa, mesmo reconhecendo a necessidade de garantir boas condições de relvado no futebol profissional.
A posição do técnico assenta numa distinção que considera essencial. Uma coisa seria o Estrela ter negligenciado o terreno; outra é ter ficado sem possibilidade material de realizar no verão a substituição que pretendia. A incerteza sobre a permanência na Liga prolongou-se na época passada, a empresa responsável pelos trabalhos entretanto assumiu outros compromissos e o calor extremo agravou posteriormente o estado do relvado.
Pepa lembra também que a equipa principal deixou de treinar na Reboleira há cerca de dois meses e percorre diariamente perto de 80 quilómetros para trabalhar, precisamente numa tentativa de proteger o terreno. A substituição integral está agora prevista para a próxima pausa das seleções.
O treinador garante que, na sua avaliação, o relvado ainda oferecia as condições mínimas para receber o Braga, embora aceite que a vistoria tenha produzido outra conclusão. Também rejeitou estabelecer uma ligação entre a polémica recente sobre outros relvados da Liga e a decisão tomada sobre o José Gomes.
A insatisfação não altera a preparação desportiva. O Estrela aceitou anteriormente o adiamento do encontro solicitado pelo Braga e jogará agora no recinto que lhe foi indicado, sem abdicar da convicção de que perder a própria casa tem consequências competitivas.
«Jogamos onde tiver de ser», resumiu Pepa.
Não é o mesmo que dizer que tanto faz onde.















