A decisão mais relevante da arbitragem do Moreirense-Benfica surgiu imediatamente antes do intervalo e deixa margem séria para discordância. Lenglet baixou a cabeça para disputar uma bola que Parsemain procurava jogar com o pé, foi atingido e Fábio Veríssimo, depois de inicialmente mandar seguir, assinalou grande penalidade após ser chamado pelo VAR.
Há contacto, mas isso não resolve sozinho o lance. O movimento de Lenglet coloca a cabeça na trajetória da ação de Parsemain e contribui decisivamente para provocar a colisão. Perante essa dinâmica, manter a decisão inicial seria uma leitura mais prudente do que transformar o contacto em falta.
Pavlidis converteu e colocou o Benfica na frente aos 45+4 minutos.
Antes disso, aos 15, o avançado grego tinha caído na área num duelo com Maracás. O central chega pelas costas e existe contacto físico, mas não surge nas imagens matéria suficientemente clara para considerar errada a decisão de deixar jogar. O VAR também não interveio.
Na componente disciplinar, Gilberto Batista viu amarelo aos 41 minutos por travar Prestianni à entrada da área, Landerson foi advertido no início da segunda parte e João Palhinha recebeu cartão aos 75 depois de parar Manuel Mendonça.
Nenhum desses episódios teve o peso do lance que originou o primeiro golo.
O Benfica foi largamente superior e a arbitragem não explica o 4-0.
Mas o jogo foi desbloqueado por um penálti que podia ter ficado por marcar.















