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Haaland sai do Dragão com 59 golos em 59 jogos e continua a subir na história da Champions

Norueguês marcou os dois golos da vitória sobre o FC Porto, igualou Andriy Shevchenko e ficou a apenas um de Ruud van Nistelrooy numa lista ainda liderada por Cristiano Ronaldo.

Erling Haaland transformou o 0-0 do intervalo no Dragão numa vitória por 2-0 do Manchester City e saiu do Porto com uma relação entre jogos e golos que continua a desafiar a normalidade da Liga dos Campeões: 59 partidas, 59 golos.

O norueguês teve de esperar pela segunda parte depois de Diogo Costa lhe negar várias finalizações antes do intervalo, mas quando o City conseguiu colocá-lo novamente em condições de decidir a resistência acabou. Haaland marcou primeiro de cabeça e voltou a aparecer perto do final para completar o bis, sendo escolhido pela UEFA como melhor jogador do encontro.

Os dois golos permitiram-lhe igualar Andriy Shevchenko nos 59 e aproximar-se de Ruud van Nistelrooy, que terminou a carreira com 60. À frente permanecem nomes que durante muitos anos pareciam exigir uma carreira quase inteira para serem alcançados: Raúl e Kylian Mbappé têm 71, Karim Benzema 90, Robert Lewandowski 109, Lionel Messi 129 e Cristiano Ronaldo continua no topo.

A diferença de Haaland está na velocidade. Ainda com 26 anos, chegou aos 59 golos no mesmo número de jogos e já marcou na Champions por Salzburgo, Borussia Dortmund e Manchester City, mantendo uma média que nenhum dos nomes acima conseguiu sustentar durante uma amostra semelhante.

O Dragão também mostrou que o avançado não fez tudo sozinho. Enzo Fernández correu, ligou o meio-campo e participou diretamente no primeiro golo, Bouaddi respondeu com enorme qualidade técnica apesar da juventude e Phil Foden foi importante ao deslocar-se da direita para zonas interiores, onde o City começou a encontrar melhores relações depois do intervalo.

Donnarumma viveu o extremo oposto da noite. Quase não foi obrigado a defender e o maior susto nasceu de um erro próprio, quando se atrapalhou com a bola e rematou contra Pepê, ficando perto de oferecer ao FC Porto aquilo que os dragões não conseguiram construir através da finalização.

O City teve outros jogadores importantes.

Haaland teve aquilo que costuma separar os importantes dos decisivos.

Dois momentos.

Dois golos.

E a conta continua agora em 59 por 59.