Dick Advocaat continuará a comandar a seleção de Curaçau até 31 de julho de 2027 e chegará aos 79 anos ainda no exercício de uma carreira que acaba de acrescentar uma das páginas mais improváveis: a primeira presença do país num Campeonato do Mundo.
A federação escolheu a continuidade depois de um ciclo movimentado. Advocaat conduziu Curaçau à qualificação histórica, afastou-se posteriormente por motivos pessoais e regressou em maio para substituir Fred Rutten, reassumindo a seleção ainda a tempo da fase final.
O Mundial terminou sem passagem aos oitavos de final, mas Curaçau conseguiu o primeiro ponto da história na competição através de um empate sem golos com o Equador e chegou também a marcar diante da Alemanha, numa derrota pesada por 7-1.
Para uma federação que procura estabilizar o crescimento produzido nos últimos anos, a idade do treinador não foi considerada um obstáculo. A renovação é apresentada como uma aposta na experiência, na continuidade do trabalho e na transmissão de conhecimento também para as estruturas locais.
Advocaat, por sua vez, considera que o projeto ainda tem margem para avançar e aceitou continuar depois de uma carreira que já passou por algumas das principais ligas e seleções europeias.
O próximo ciclo começa rapidamente, com compromissos da Liga das Nações da CONCACAF frente a Costa Rica, Nicarágua e Trindade e Tobago.
Curaçau já conseguiu chegar onde nunca tinha estado.
Agora decidiu não mudar quem o levou até lá.















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