A segunda jornada mostrou três maneiras muito diferentes de vencer. O FC Porto repetiu a receita que já lhe deu consistência na época passada: pragmatismo, defesa sólida e capacidade para controlar o essencial. Em Vila do Conde, ganhou 0-2, voltou a não sofrer e isolou-se na liderança com seis pontos. É um Porto à Farioli, mais preocupado com a eficácia e a estabilidade do que com a necessidade de dominar todos os momentos.
O Benfica fez exatamente o contrário. Depois do empate na estreia, respondeu com violência ofensiva: 0-7 ao Casa Pia, cinco golos em 16 minutos na segunda parte e um Pavlidis em estado de graça. Marco Silva pediu pressão, velocidade e capacidade para matar o jogo. Teve tudo isso.
O Sporting também venceu, mas voltou a transformar conforto em inquietação. Chegou aos 3-0 frente ao Vitória e acabou a defender um 3-2. Continua a mostrar futebol para criar vantagens e uma estranha dificuldade em viver tranquilamente com elas.
Fora dos três candidatos, o Arouca deixou a afirmação mais forte: quatro golos ao Moreirense e uma exibição que não precisou de explicações. O Marítimo conseguiu outra das vitórias da jornada, 1-2 em Famalicão, num regresso à Liga em que já demonstra não querer limitar-se a sobreviver. O Nacional venceu o Estoril por 2-0, o Santa Clara saiu de Viseu com três pontos e Alverca e Estrela dividiram quatro golos.
O dérbi minhoto, SC Braga-Gil Vicente, foi adiado devido ao surto gastrointestinal que atingiu o plantel bracarense.
A jornada fica por completar, mas a ideia que deixou é clara: o Porto começa pela consistência, o Benfica respondeu com poder, o Sporting continua entre o brilho e o susto e, atrás deles, há equipas suficientemente atrevidas para não esperar que os grandes contem a história toda.














